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15/09/2014

Diretor da Cadet de Pedrinhas é preso suspeito de facilitar fugas de detentos

15/09/2014 11h25 - Atualizado em 15/09/2014 16h15

Cláudio Barcelos foi preso na manhã desta segunda-feira (15), em São Luís.
Foram apreendidos documentos e notebooks no escritório e casa do diretor.

Do G1 MA
Cláudio Barcelos foi preso nesta segunda-feira (15), em São Luís (Foto: Divulgação / Polícia Civil)Cláudio Barcelos foi preso nesta segunda-feira
(15), em São Luís (Foto: Divulgação / Polícia Civil)
O diretor da Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, Cláudio Barcelos, foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (15), suspeito de receber dinheiro para facilitar fugas e saídas de detentos da unidade prisional, segundo informações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) do Maranhão. De acordo com Seic, os policiais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no escritório e na residência do diretor.
A Casa de Detenção (Cadet) é uma das sete unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, que também é formado pelo presídio feminino, Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), Presídios São Luís I e II, Triagem, e Centro de Detenção Provisória (CDP). O Complexo é conhecido internacionalmente pelos problemas de segurança gerados por fugas e mortes, e também foi palco de brigas de facções, com presos decaptados. Somente na Casa de Detenção, que era comandada por Barcelos, nos últimos 11 meses, 10 detentos morreram no local e pelo menos 20 ficaram feridos após briga entre facções criminosas.

A prisão do diretor da Cadet ocorreu durante o horário de trabalho, na sede da unidade prisional, em Pedrinhas. Ele foi encaminhado para a sede da Seic, onde prestou depoimento e permancerá à disposíção da Justiça.Segundo a Seic, ele poderá responder por corrupção passiva, facilitação de fuga e prevaricação (crime praticado por funcionário público contra a administração pública).

Segundo o delegado que preside o inquérito, André Gossain, Barcelos admitiu ter liberado quatro presos, mas nenhum por dinheiro em troca. "Ele afirma que eram detentos de boa conduta, e que também autorizava saídas temporárias, mas que ficava monitorando os beneficiados. Concidentemente, um dos presos voltava para o presídio quando o diretor era preso. Vamos ouví-lo agora", afirmou o delegado. 

Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, 45 anos, é graduado em Direito. Funcionário de uma empresa terceirizada para atuar como diretor da Casa de Detenção de Pedrinhas, ele respondia há dois anos pelo cargo. De acordo com a Secretaria de Justiça e Administração Penintenciária, ele não respondia a nenhum crime.

O superintendente da Seic, Luís Jorge, informou ao G1 que foram apreendidos vários documentos e notebooks. Até um cartão de crédito em nome de um ex-detento de Pedrinhas foi encontrado em posse do diretor.
"Tudo o que foi apreendido agora vai ser analisado. Surpreendeu o nível da casa, das coisas, dos móveis, tudo muito novo, caro. Encontramos também um cartão de crédito de um detento que já está até fora do sistema penitenciário. Ele tinha conhecimento do sistema de fugas e saídas, não combatia e, pior, ainda ajudava", revelou Jorge.
Ao G1, o delegado geral adjunto de Polícia Civil Augusto Barros lamentou o episódio e afirmou que a corrupção de servidores do sistema penitenciário dificulta o trabalho da polícia.
"O combate ao crime organizado é extremamente complexo e se torna mais difícil exatamente por conta da corrupção de servidores que tornam ineficazes as prisões realizadas. Servidores e diretores como esses que estão no sistema penitenciário nos levam à perda de todo um trabalho, em função da corrupção desses agentes, na própria Cadet", disse Barros.

Procurados pela reportagem, os advogados do diretor da Casa de Detenção afirmaram que não vão se pronunciar sobre o caso.

Fugas
As investigações contra o diretor da Cadet tiveram início em junho, quando a Superintendência de Investigações Criminais começou a perceber que presos que deveriam prestar depoimentos em audiências não compareciam porque haviam fugido, sem sequer a informação constar no sistema penitenciário. De acordo com o superintendente da Seic, Luís Jorge, as fugas não ocorreram coletivamente.

“A maioria dos detentos que fugiram da Cadet era assaltantes. Começamos a ver que bandidos que não tinham família aqui eram beneficiados com saídas temporárias de datas comemorativas e não retornavam, por exemplo. As fugas normalmente eram pela porta da frente, com alvará falso, ou de outros processos. Percebemos que tinha gente de dentro facilitando, pois era amador demais”, afirmou o superintendente.

As suspeitas ganharam maior sustentação há cerca de 20 dias, quando três homens que assaltaram um carro-forte em Sítio Novo, MA, fugiram. “Eles são de alta periculosidade. Fomos no sistema e vimos que eles estavam ativos, como se ainda estivessem presos. O diretor tomava decisões sem o conhecimento da Vara de Execuções Penais. Dava a sentença dos presos como se fosse o próprio juiz. Temos informações de que outros negociavam passar um fim de semana fora, uma semana fora, e depois voltavam. Ele ligava para os presos avisando para retornar, pois teria recontagem. Pelo menos 10 pessoas estão em liberdade por terem sidos beneficiados na Casa de Detenção, de Pedrinhas”.
Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís (Foto: Divulgação/CNJ)Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís
(Foto: Divulgação/CNJ)
Cadet
Nos últimos 11 meses, 10 detentos morreram na Casa de Detenção de Pedrinhas e pelo menos 20 ficaram feridos após briga entre facções criminosas.

Devido à situação, o Governo do Estado decretou estado de emergência no sistema prisional maranhense, inicialmente por 180 dias. A medida tinha como objetivo a construção de um presídio de segurança máxima em São Luís e unidades prisionais no interior do Estado.
"O estado de emergência é específico para o setor prisional. Objetiva dar, ao Estado, agilidade para, em 180 dias, resolver por completo todas as pendências do setor: construir presídios na quantidade necessária para separar gangas e desafogar as cadeias; equipamentos, etc.", disse a assessoria, à época.

Na mesma ocasião, Tropas da Força Nacional foram encaminhadas para auxiliar nas obras de reconstrução da Casa de Detenção de Pedrinhas e para reforçar a segurança do Complexo Prisional. Um total de 150 soldados foram deslocados para São Luís. A maior parte do efetivo veio de Brasília. Outros estavam em operações no interior do Pará. A vinda deles foi autorizada pelo Ministério da Justiça depois que o Governo do Estado decretou situação de emergência.
No início de 2014, a unidade foi reformada e ampliada, para a criação de mais 300 vagas. Destruída após a rebelião de presos, a Casa de Detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas agora abriga quem chega do Centro de Triagem de Pedrinhas.

ONU
O caos na segurança gerado pelo Complexo de Pedrinhas chamou atenção internacional, por causa do alto índice de violência e mortes registrados nos últimos anos. No início deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu que o Brasil apure as recentes violações de direitos humanos e os atos de violência que ocorreram nos presídios do Maranhão, em especial no Complexo.
A ONU acrescentou que ficou "perturbada" com o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgado em dezembro de 2013, que apontou que, no ano passado, 59 presos foram mortos dentro desse presídio, devido a uma série de rebeliões e confrontos entre facções criminosas.

12/09/2014

Hemetério Weba não é mais candidato; TSE indefere registro de candidatura


Deputado Hemetério Weba
Deputado Hemetério Weba
O deputado estadual Hemetério Weba (PV) não pode mais concorrer à reeleição do cargo, em outubro deste ano.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de candidatura do parlamentar, que foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
Weba havia sido impugnado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por ter tido suas contas de 2006 rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA), quando foi prefeito de Nova Olinda do Maranhão.
Apesar disso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA) não acolheu o pedido de impugnação do MPE e deferiu a candidatura do deputado.
O Ministério Público Eleitoral recorreu da decisão do TRE e o TSE barrou Hemetério Weba de disputar à reeleição.
Agora o deputado deverá procurar um novo nome para apoiar nessas eleições de 2014.

09/09/2014

'ESSA HISTÓRIA ESTÁ COM CHEIRO FORTE DE CORRUPÇÃO", DIZ BIRA DO PINDARÉ SOBRE ESCÂNDALO ENVOLVENDO ROSEANA E LOBÃO

terça-feira, 9 de setembro de 2014



O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) repercutiu na tribuna da Assembleia legislativa o noticiário nacional, que novamente expõe políticos do Maranhão envolvidos em esquemas de corrupção e compra de votos.

Para o socialista, o recente caso de corrupção e pagamento de propina envolvendo a Petrobras, a Governadora do Maranhão e o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, revelam o tamanho do estelionato eleitoral que foi a eleição de 2010.

O parlamentar lembrou que subiram até no trator para fazer a foto, para dizer que, em 2014, a Refinaria Premium de Bacabeira estaria funcionando. Ele ainda afirma, que somente após a veiculação da matéria na TV Globo, os brasileiros tomaram conhecimento do poderoso esquema montado em torno da Petrobras, com participação efetiva de membros da oligarquia Sarney.

Bira cobrou uma investigação célere por parte do Ministério Público Federal e da Justiça Federal, para que a população saiba o que realmente aconteceu em relação à Petrobras. “Infelizmente, nomes maranhenses, como a governadora do Estado, o ministro que é senador, Lobão, também lá citado nesta relação, então é preciso que se investigue. Onde há fumaça, há fogo, e essa história está com o cheiro muito ruim de corrupção”, alertou.

Compra de votos

A matéria veiculada pelo Fantástico da TV Globo, na noite do último domingo (07), também foi pauta dos debates na Assembleia Legislativa. A reportagem apontava dois casos de compra de votos envolvendo diretamente prefeitos de cidades do interior do Maranhão.

O esquema de compra de votos revelado pelo Fantástico envolvia o prefeito de Codó, Zito Rolim, e a prefeita de Bom Jesus das Selvas, Cristiane Damião. Para o deputado Bira, esta prática muito utilizada por políticos do Maranhão acaba viciando e desmoralizando as campanhas políticas.

“É preciso que se diga e que se dê um basta nesse esquema poderoso que existe de compra de voto, que está destruindo a esperança e a perspectiva de vida do povo. E infelizmente, muita gente do povo está viciada nisso. eu não pago nada, porque não compro voto, se você quiser um candidato que compre voto, procure outro”, garantiu Bira.

O parlamentar afirmou ser totalmente contra esta prática e deixou claro que esse mal ameaça a democracia. O socialista também disse que continuará lutando sem grandes recursos financeiros e gastando sola de sapato na campanha eleitoral.

“Se continuar assim nós nunca vamos ter escola pública que funcione de verdade, que possa oferecer oportunidade para a nossa juventude, os hospitais nunca terão a qualidade necessária para atender a quem precisa e a segurança pública vai continuar sendo a vergonha que é a situação de Pedrinhas”, protestou Bira.

Do Blog do Clodoaldo Correa

07/09/2014

Jornal Nacional destaca escândalo do propinoduto da Petrobras; Roseana Sarney e Edison Lobão estão entre os citados pelo delator do esquema

domingo, 7 de setembro de 2014


O depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras nos governos Lula e Dilma, preso na Operação Lava-Jato, abalou o mundo político neste sábado. A notícia de que ele revelou um novo esquema de caixa paralelo para financiar partidos e citou o nome de políticos que teriam recebido propina teve repercussão imediata na campanha eleitoral.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa está depondo em Curitiba, onde está preso, em troca de uma possível redução de pena. Acertou com o Ministério Público um acordo de delação premiada, em que conta tudo o que sabe, e depois, se a Justiça verificar que falou a verdade, recebe o benefício. Até agora, revelou um suposto esquema de propina envolvendo políticos.
Reportagem publicada neste sábado pela revista Veja trouxe o que seriam os primeiros nomes citados por ele. Segundo a revista, há três governadores, um ministro e pelo menos 25 deputados federais e seis senadores citados, do PT, do PMDB e PP, partidos da base aliada do governo. Veja não publicou cópia do depoimento, apenas informações apuradas sem identificação das fontes. Mesmo assim, a publicação de nomes teve repercussão imediata na imprensa e no mundo político.

Os citados como beneficiários do esquema são o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, do PMDB do Maranhão; o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, atual candidato ao governo do Rio Grande do Norte; o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas; os senadores Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e Romero Jucá, do PMDB de Roraima. Entre os deputados estão o petista Cândido Vaccarezza, de São Paulo, e João Pizzolatti, do PP de Santa Catarina. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, do PP, é outro apontado no depoimento, segundo a Veja.
Segundo a revista, da lista de três governadores, todos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral, do PMDB, ex-governador do Rio; Roseana Sarney, do PMDB, atual governadora do Maranhão; e Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB, morto no mês passado, e substituído na candidatura por Marina Silva.
A reportagem também afirma que Paulo Roberto admitiu pela primeira vez que empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo para partidos e políticos de diferentes legendas da base aliada do governo. E que, no PT, o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. A revista não revelou se Paulo Roberto citou os nomes das empreiteiras.
Ainda de acordo com a reportagem, Paulo Roberto afirmou que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, serviu para abastecer o caixa de partidos e para pagar propina aos envolvidos na transação.
Os jornais O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo também publicaram reportagens sobre o assunto neste sábado. Folha e Estado de S. Paulo trouxeram mais um detalhe. Paulo Roberto Costa teria dito no depoimento que políticos ficavam com 3% do valor dos contratos na época em que ele era diretor da Petrobras.
Paulo Roberto foi diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras entre 2004 e 2012 durante os governos Lula e Dilma. Nesse período, a Petrobras foi dirigida por José Sergio Gabrielli e Graça Foster, atual presidente.
Procuradores e delegados não comentam a delação. Tudo o que foi revelado por Paulo Roberto está coberto de sigilo e cuidado: os depoimentos são filmados e guardados em um cofre. E os arquivos dos depoimentos por escrito são criptografados, ou seja, transformados em códigos para evitar a leitura de pessoas de fora da investigação. Isso, no entanto, não impede vazamentos, já que muitas pessoas tiveram acesso, direta ou indiretamente, ao que foi delatado.
A parte do depoimento que cita políticos será enviada à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal, que têm competência para investigar autoridades com foro privilegiado.
O Jornal Nacional ouviu quase todas as pessoas citadas na reportagem. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do Senado, Renan Calheiros, os deputados Cândido Vaccarezza, João Pizzolatti, e o senador Romero Jucá, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, e a direção do PSB consideram as denúncias descabidas e negaram com veemência as acusações. Afirmaram que nunca receberam dinheiro de Paulo Roberto.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o senador Ciro Nogueira não responderam à nossa reportagem. Mas à Veja também negaram envolvimento.
O ex-presidente Lula, o ex-deputado Mario Negromonte, a Petrobras, o PMDB e o PP não se manifestaram.

03/09/2014

Presidente Médici em crise pede socorro!!!!

  • Presidente Médici-MA, está passando por um dos seus piores momentos desde  a sua emancipação. No ultimo fim de semana estive na minha querida cidade e o que vi e ouvi de muitas pessoas foi reclamação de todo tipo contra a administração atual.
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  • Sábado bem cedo  estava conversando com o ex-prefeito Antônio da Paraense, quando chegou Antônio Cruz do Ubinzal juntamente com sua esposa, informando que por não votar no candidato da prefeita para dep. estadual, sua mulher acabara de ser demitida.
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  • Mesma coisa me contou o cidadão José  dos Santos, que por não votar no "moral" da BR, e candidato da prefeita também perdeu o emprego. É do conhecimento de todos que a prefeita já demitiu Antônio da Paraense, Otacílio e Ivone pelos mesmos motivos, sendo que tem gente que ainda permanece por estar gestante como é o caso de Leilinha esposa de Otacílio.
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  • Funcionários são obrigados a colocar cartazes em carro e residências sob pena de fazer parte do time dos demitidos. Até prédio público tem cartaz dos candidatos da prefeita.
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  • O que considerei mais grave foi o fato de ouvir de um amigo que foi abordado de forma truculenta por um funcionário da prefeita, por discordar da maneira como Presidente Médici vem sendo conduzida.
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  • O comércio local segundo um comerciante lembra o período em que governou o segundo prefeito após a emancipação do município.
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  • A cidade está às  escuras, ruas esburacadas e as  em que o ex-prefeito colocou bloquetes
  •  precisam urgentemente de reparos, a quadra poliesportiva bem como a iluminação da BR, é uma vergonha total.