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24/11/2014

Viciada em crack, ex-modelo vira moradora de rua em São Paulo

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


 

FOLHA DE SÃO PAULO

Loemy Marques, 24, não para quieta. A abstinência está no auge. Observa duas fotos suas na capa da revista "Veja São Paulo". Na primeira, aparece linda, nos tempos de modelo. Na segunda, a imagem atual, após dois anos de vício em crack e morando na rua.
"Você precisa decidir qual das duas você quer ser", diz um amigo, tentando impedi-la de voltar ao fluxo -nome dado à aglomeração de viciados que hoje fica na esquina da rua Helvétia com a alameda Cleveland, na cracolândia, região central de São Paulo.

"Estou confusa, quero fumar", diz ela.

É tarde de sábado (22). Loemy senta-se e levanta-se várias vezes de uma cadeira de plástico na sede do Recomeço, projeto do governo estadual para tratar dependentes, enquanto é disputada por equipes de programas de TV.

A ex-modelo que virou craqueira ficou "famosa" a partir da divulgação de sua história, naquele mesmo dia.

Ela contou à revista que começou a fumar crack em 15 de setembro de 2012, quando teve dois celulares e R$ 800 roubados por dois bandidos.

Foi então que alguém colocou um cachimbo com a droga na boca dela, e veio uma sensação descrita como "uma tomada para carregar".

Vítima de abusos do padrasto na infância, voltou a sofrer abuso na cracolândia. Para manter o vício, também chegou a se prostituir.

PROPOSTA

"Não viemos explorar a tragédia dela", diz um produtor de TV. "O que estamos oferecendo é uma proposta de final feliz, ela vai para um hotel, para uma clínica. Mas queremos exclusividade."

Enquanto isso, o funcionário de outra emissora se oferece para comprar um maço de cigarros para ela. Para irritação do primeiro, ela sai por alguns minutos com o homem. Quando volta, segura um Marlboro vermelho e um chocolate Diamante Negro.

Uma das equipes oferece que Loemy vá para um hotel.

"Não quero. Não consigo ficar sozinha lá", diz. "Estou acordada há dois dias. Vou ficar acordada até apagar e depois me interno no Cratod [centro estadual de referência de álcool e outras drogas]."

Da última vez que a preparadora de modelos Debora Souza, 36, viu Loemy, já a encontrou na casa de um amigo em "estado deplorável". "Mas não sabia que ela tinha ido parar na rua", afirma.

Loemy passou por cursos na Skin Model, onde Debora trabalha. "Foi em meados de 2012. Ela estava crua ainda", conta. "Mas tinha todo o potencial do mundo, uma beleza estilo anos 80."

Debora conta que começou a receber queixas de indisciplina. "Ela ficava muito revoltada de não ser aprovada no casting [seleção] e tinha comportamentos súbitos de gritar com as pessoas", diz. "Outra vez, gostaram dela, mas no meio da prova de roupa ela saiu para fumar e voltou com a roupa cheirando cigarro."

Longe das passarelas, Loemy chegou a tentar se internar e voltar para o interior de Mato Grosso, onde vive a família. No fim, sempre acabava voltando à cracolândia.

No domingo (23), Loemy continua no fluxo.

Quando não está fumando crack, anda de um lado para o outro e, às vezes, abaixa-se para procurar algo no chão.

Poucos ali a conhecem, mas muitos se identificam com a história dela.

"Eu era engenheiro mecânico até um ano e meio atrás. Saí com uma prostituta, fumei uma pedra e hoje não consigo sair daqui", diz um homem de 36 anos, ao ser questionado se a conhecia.

Apesar do 1,79 m de altura, Loemy passa despercebida no meio dos demais viciados.

Com o cachimbo na mão, não quer conversa. Enfia-se entre as dezenas de barracas onde os viciados fumam e desaparece de vista.

19/11/2014

Prefeita de Presidente Médici subestima a inteligência dos munícipes!!!!

O povo quer saber!
Não é só o Mercado Público Municipal de Presidente Médici abandonado Prefeita!
Esta Ambulância sumiu do município a mais de 6 meses.  Cadê a Ambulância?
 
O povo quer saber!
Não é só o Mercado Público Municipal de Presidente Médici abandonado Prefeita!
Esta Ambulância sumiu do município há mais de 6 meses. Cadê a Ambulância?

O silêncio não vale como resposta Prefeita!!!!!

18/11/2014

UOL destaca: Voto de Sarney em Aécio é 'vingança pessoal' contra Dilma, diz Flávio Dino

terça-feira, 18 de novembro de 2014

 

Do UOL, em São Paulo
Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (17), o governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que o senador José Sarney (PMDB) votou em Aécio Neves (PSDB) nas eleições presidenciais para vingar-se da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT).
"Da parte dele, não há duvida: é um gesto de vingança íntima e pessoal", disse Dino. "É algo muito revelador, na verdade, dessa figura pública, a qual não compete a mim julgar: quem julgará é a história", acrescentou.
Aliado dos governos petistas, Sarney foi flagrado votando em Aécio em um colégio de Macapá, no Amapá, sua base eleitoral. Uma televisão de propriedade da família Sarney gravou o momento em que o senador apertou as teclas do candidato tucano.
No Maranhão, Flávio Dino derrotou Lobão Filho (PMDB) na disputa pela sucessão da governador Roseana Sarney (PMDB). Diante da concorrência de dois aliados, Dilma optou pela neutralidade e não manifestou apoio público a ninguém, embora a direção nacional do PT tenha declarado a Lobão Filho, o que incomodou os petistas maranhenses, favorávei ao apoio ao candidato comunista.

Maranhão "nórdico"


O comunista listou, em seu programa de governo, 65 medidas para recuperar o atraso do Maranhão das últimas décadas. Indagado sobre se não está sendo pouco realista ao apresentar um número extenso de medidas, Dino afirmou que a necessidade de mudanças impõe uma agenda ambiciosa.
"Parti de uma leitura da realidade. A realidade maranhense aponta para a necessidade de ter uma dimensão transformadora. Se se coloca o realismo como limite da sua atuação política, na verdade se vai evoluir muito pouco", disse. "Vou sonhar com o Maranhão que seja comparável aos países nórdicos. Quero que os cidadãos do meu Estado usufruam das condições de vida que os noruegueses usufruem."

Comunismo e "forças capitalistas"

Apesar de declarar-se comunista "graças a deus", Dino afirmou que não há como aplicar na prática todos os pressupostos socialistas. "Esse é um debate de proporções internacionais, se revolução num só país é viável. E não é! Imagine em uma unidade federada? Nosso programa é de desenvolvimento", disse.
Primeiro governador eleito na história do PC do B, Dino defendeu a "partilha do poder" e "participação popular", mas apontou para a necessidade de fortalecer o mercado e aumentar investimentos no Maranhão. "Tenho dito que iremos ajudar o desenvolvimento das forças capitalistas no Maranhão."
Ex-juiz federal, o governador eleito afirmou não acreditar que tenha o mesmo destino de Jackson Lago (PDT), que derrotou Roseana Sarney nas urnas, mas teve a candidatura cassada por crimes eleitorais.
"O modo com que fizemos a campanha, o respeito à legalidade e a mudança na conjuntura política evita a repetição dessa tragédia", disse, acrescentando que considerou "injusta" a cassação de Lago. "Sarney era presidente do Senado, Roseana era sernadora, eles tinham uma força parlamentar muito grande. Essa força política claro que ainda existe, mas é muito menor."
Questionado sobre quais serão suas ações para melhorar o presídio de Pedrinhas, cenário de uma série de mortes nos últimos meses, Dino afirmou que é preciso "recuperar a autoridade do Estado sob o sistema penitenciário."

Operação Lava Jato e reforma política

O govenador eleito disse que conhece o juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, além do ministro Teori Zavascki, relator do processo no STF (Supremo Tribunal Federal). "São magistrados que vão conduzir as investigações bem."
Para Dino, os acontecimentos relacionados à Lava Jato vão provocar um terremoto no Congresso. "Estamos diante de fatos que implodiram o sistema de organização do jogo político. A reforma política se tornou um imperativo absoluto, o Congresso vai ter que deliberar. Só lamento que vai deliberar no meio de um profundo terremoto."
Ainda sobre a reforma política, o governador eleito disse que o melhor caminho é buscar uma constituinte exclusiva para deliberar sobre as mudanças no sistema político, mesma proposta defendida pelo PT e pela presidente Dilma. "Como tese, a da constituinte é a melhor de todas, em função do nível de legitimidade e da participação popular."

Democratização da comunicação

Dino defendeu que haja uma democratização dos meios de comunicação no Maranhão, onde a família Sarney é dono de grande parte dos principais veículos. "Se um grupo familiar controla todo os veículos, é uma negação à liberdade de expressão a todos", afirmou Dino.
O comunista se disse contrário a qualquer "tipo de controle de conteúdo", mas afirmou que é preciso haver regulação econômica do setor, conforme previsto na Constituição. "É razoável debater aquilo que está na Constituição. Organização do mercado que não seja baseado em monopólios e oligopólios."

17/11/2014

‘Igreja pedirá perdão aos gays’, diz padre excomungado pelo Vaticano

                   17/11/2014 13h10

Afastado desde abril de 2013, padre Beto continua a celebrar casamentos.
Diocese de Bauru (SP) divulgou decisão no fim de semana.

Do G1 Bauru e Marília 
Missa na paróquia Santo Antônio ficou lotada na noite de domingo (Foto: Camila Turtelli/Agência BOM DIA)Público lotou a última missa do padre em Bauru (Foto: Camila Turtelli/Agência BOM DIA)
O padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto, reagiu com naturalidade à oficialização da excomunhão pelo Vaticano e disse que não pretende voltar atrás na postura que tomou em relação a assuntos polêmicos dentro da Igreja Católica.
O padre afirma que não há motvo para pedir perdão e diz que a Igreja ainda vai rever certos dogmas. “Não vou pedir perdão por dizer que os homossexuais têm todo o direito de viver a sua vida, a sua sexualidade. Como ela (a Igreja Católica) já pediu perdão aos judeus e a outros grupos, ela terá que pedir perdão ao grupo GLBT, por ter agido de forma homofóbica e dissimulada.”
Padre Beto diz ter o interesse de causar reflexão na sociedade (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)Padre Beto afirma que nada muda com a decisão
do Vaticano(Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
O pedido de excomunhão da Diocese de Bauru foi feito em abril do ano passado, após a divulgação de vídeos na internet onde o sacerdote defendendo a união de casais gays e de pessoas divorciadas.
Segundo o comunicado, divulgado no último sábado (15), o "reverendo Padre Roberto Francisco Daniel está e permanece excomungado" e a situação só poderia ser revertida caso ele pedisse perdão pelo o que o direito canônico considerou heresia.

Ele ainda afirma que, apesar da oficialização pelo Vaticano, não acredita que o Papa Francisco tenha analisado o processo de excomunhão pessoalmente e autorizado a oficialização da punição estabelecida pela Igreja. “Essa atitude do Papa de convocar esse círio dos bispos para discutir novos modelos de família já é uma tentativa de mudança, que, infelizmente, não deu certo porque os bispos não estão preparados para aceitar as mudanças que envolvem a união dos homossexuais, a segunda união de casais heterossexuais e assim por diante”, completa.

Apesar de estar afastado da Igreja Católica desde abril do ano passado, o padre ainda celebra casamentos e outros rituais fora da religião e afirma que, mesmo após o comunicado oficial da excomunhão, irá continuar dando suas bênçãos sempre que for solicitado.
Como ela (a Igreja Católica) já pediu perdão aos judeus e a outros grupos, ela terá que pedir perdão ao grupo GLBT, por ter agido de forma homofóbica e dissimulada"
Padre Beto
Em Bauru a decisão da igreja católica de excomungar Padre Beto, mesmo após um ano e meio do afastamento dele das atividades eclesiásticas, ainda é polêmica entre os fiéis. "Eu acho que ele deveria ter voltado atrás, mas como não voltou", afirma a dona de casa Nair Dota.
"Eu acho que deveriam ter dado uma chance para ele, ter feito uma suspensão primeiro para ele poder pensar no que aconteceu", completa Alice Aparecida Ribeiro. Já o porteiro, João Brune Francisco, acredita que as regras da Igreja devem ser respeitas. "Ele era uma ótima pessoa, muito bom para pregar, mas a Igreja Católica, como toda instituição tem as suas regras e a gente deve respeitá-las."
A Diocese de Bauru informou que o processo de excomunhão não está na instância local por isso todas as informações estão contidas apenas no comunicado e nenhum integrante da Diocese irá se manifestar sobre a decisão.
 
Entenda o caso
Declarações polêmicas do padre acerca de temas como a homossexualidade, fidelidade e necessidade de mudanças na estrutura da Igreja Católica nas redes sociais causaram um pedido de retratação ao padre por parte da Diocese de Bauru em abril de 2013. Como o padre não se retratou e decidiu deixar a Igreja Católica, a Diocese decidiu pela excomunhão no dia 29 de abril de 2013.
No documento, divulgado na época na página da Diocese em Bauru (confira aqui o documento na íntegra), o Bispo Dom Caetano Ferrari afirmava que a decisão é consequência dos atos do padre e que nenhum católico, muito menos um sacerdote poderia se valer do direito de liberdade de expressão para atacar a fé, na

"ARNALDO DIGA AO POVO QUE FICO" : MEDO DO APROFUNDAMENTO DAS INVESTIGAÇÕES DA OPERAÇÃO "LAVA JATO" FAZ ROSEANA SARNEY RECUAR DA PROPOSTA DE RENÚNCIA

A prisão do empreiteiro Ricardo Pessoa- o dono da Constran aquela empresa que recebeu 33 milhões de precatórios pagos por Roseana Sarney em agosto de 2014 - teria mudado os planos de renúncia da governadora do Maranhão.

O doleiro Alberto Youssel, reincidente  em crimes corrupção ativa/lavagem de dinheiro foi o intermediador do acordo extrajudicial. Estranho né? Preso na "Operação Lava Jato", Yousself confessou ter dado propina à governadora Roseana Sarney.

Interrogada a contadora do doleiro Alberto Yousself, Meire Poza disse que após o pagamento de propina no valor de 6 milhões, 33 milhões foram pagos à Constran pelo  governo do Maranhão.

Outro que afirma a propina para a governadora é o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto da Costa. Todos dizem ter "pago" propina à Roseana Sarney. Ela diz que é uma indignidade e vai processar "Deus e o mundo".

Imagina se por delação premiada o dono da Constran, o empreiteiro Ricardo Pessoa também afirmar que pagou os 6 milhões em propina para a governadora Roseana Sarney? Um pedido de prisão temporária seria inevitável.

O doleiro Alberto Yousself afirma ter pago propina à Roseana Sarney. A contadora Meire Poza diz que o valor foi de 6 milhões. E Ricardo Pessoa?  Sem foro privilegiado Roseana Sarney não passaria do Estreito dos Mosquitos. 
Fonte: Blog do Cesar Bello