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22 de mai de 2015

Brasília está dominada por coalizão de gatunos, diz Ciro Gomes

sexta-feira, 22 de maio de 2015

  

 


Ex-ministro e atual presidente da Transnordestina afirmou que há 'ladrões' e 'bandidos' no Congresso e que o Brasil 'não tem projeto'

DAYANNE SOUSA - ESTADÃO CONTEÚDO

Atual presidente da Transnordestina, o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes fez duras críticas à política brasileira durante uma participação em evento da revista Carta Capital, em São Paulo. "Brasília está dominada por uma coalizão de gatunos e incompetentes", disse ele ao comentar seu afastamento das disputas eleitorais.

Gomes poupou a presidente Dilma Rousseff de críticas e afirmou que a petista é "uma exceção, porque é honrada e tem espírito público". Já sobre o Congresso, afirmou que há nele "ladrões convocando CPIs e bandidos acusando gente séria de ser bandido", declaração que arrancou aplausos da plateia.

O ex-ministro ainda comentou seu novo momento, de atuação como executivo na Transamazônica, subsidiária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). "Agora pertenço ao mundo empresarial, mas eu nunca me supus um porco capitalista", satirizou. Ele definiu este momento em sua carreira como um "detox". "Vou dar uma folga aos eleitores, fazer um detox da política e quem sabe não volte mais", disse.

Durante um painel sobre as exportações no Brasil, Gomes criticou a falta de planejamento. "O Brasil não tem agenda", disse. "No Ceará, qualquer bodega tem um projeto, mas o Brasil não tem projeto", declarou. Ele ainda criticou os atuais níveis da taxa de juros básica do Brasil. "A rentabilidade dos papeis do governo é mais alta que a rentabilidade média dos negócios e é por isso que os investimentos no Brasil estão parados", disse. "Alguém fure meu olho com uma razão técnica para a taxa de juros ser dessa altura, não há razão", contestou.

17 de mai de 2015

Ex-capitã da Seleção Brasileira troca os gramados pela profissão de motorista

A ex-zagueira Elane dos Santos Rego disputou três Copas do Mundo e hoje circula pela cidade conduzindo um ônibus do BRT Transoeste: 'Estou realizada com a minha profissão'


Paulo Henrique Gomes

Rio - Centenas de passageiros que diariamente pegam o ônibus do BRT Transoeste, que faz o trajeto Santa Cruz / Campo Grande, não imaginam que por trás do volante esteja uma pessoa que disputou três Copas do Mundo, uma Olimpíada e defendeu grandes clubes do futebol brasileiro como São Paulo, Corinthians e Santos. Capitã do Brasil nos Mundiais da China (1991), Suécia (1995) e Estados Unidos (1999), a ex-zagueira Elane dos Santos Rego, desde 2007, trabalha como motorista. Aos 46 anos, ela afirma que a disciplina que exibia nos campos é a mesma guiando o coletivo.
"Por eu ser zagueira, sempre fui uma atleta que joguei de forma séria, concentrada. Eu procuro trazer isso para a minha atual profissão, pois trabalhando sério, a gente consegue o respeito de todos", diz.
Ex-capitã da Seleção Brasileira, Elane dos Santos Rego, de 46 anos, trocou os gramados pelo volante
Foto:  Reprodução Vídeo
Motorista há oito anos, Elane diz que viu na nova profissão a forma de seguir com sua vida. Morando com sua mãe, em Inhoaíba, na Zona Oeste, ela acorda diariamente por volta das 6h30 para ir trabalhar. Ela lembra de uma torcedora que sempre pegava o ônibus e fazia questão de "apresentá-la" aos outros passageiros.
"Tinha uma passageira, em Sepetiba, que me reconheceu uma vez. Sempre que ela entrava no meu carro, falava com todos os passageiros que eu joguei na Seleção Brasileira. Era muito legal".
Dos 18 anos de carreira, Elane fala com carinho da época em que defendeu a Seleção Brasileira. Ela, que fez o gol da primeira vitória do Brasil em Copas do Mundo - 1 a 0 sobre o Japão, em 1991 -, lembra das dificuldades que sua geração passou quando o futebol entre as mulheres estava engatinhando.
"Foi muito difícil. Hoje temos um pouco de apoio, mas no inicio não tínhamos nada. A gente contava com o apoio de quem amava o esporte. A minha geração enfrentou muitos problemas, preconceito. Mas mesmo sem apoio, conseguimos conquistar com a seleção feminina o terceiro lugar do Mundial (EUA-1999)", desabafa.
Além da Seleção Brasileira, Elane defendeu grandes clubes do País, como o São Paulo, Corinthians e Santos
Foto:  Reprodução Vídeo
A geração que abriu os caminhos para Marta brilhar atualmente, conta com nomes importantes como Michael Jackson, Sissi, Pretinha, Roseli, Fanta, Formiga, entre outras, além de Elane. A ex-capitã afirma que a união delas dura até os dias de hoje.
"Bato sempre uma pelada, assim me mantenho em forma com o que eu gosto de fazer. A gente (ex-jogadoras) se reúne pelo menos uma vez por mês. Eu, Pretinha, Roseli e outras meninas temos um grupo que se chama Bola Redonda. Chega no final do ano fazemos a nossa festa de confraternização", diz.
Mesmo sendo grata a profissão que escolheu quando encerrou a carreira em 2001, Elane admite que sente falta dos gramados, mesmo com todos os problemas do futebol feminino no Brasil. "Quando se é atleta e ama o que faz, é lógico que sentimos falta quando aposentamos. Mas hoje estou realizada com a minha profissão, pois se eu dependesse do meu esporte, não seria nada", finaliza.

16 de mai de 2015

Doação a filho de Renan Calheiros era propina, diz empresário preso na Lava-Jato

 

Ricardo Pessoa, dono das empreiteiras UTC e Constran, pagou R$ 1 milhão a Renan Filho (PMDB)

 
O empresário Ricardo Pessoa disse aos procuradores da Operação Lava-Jato que as doações que fez para a campanha do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB) eram propina. Dono das empreiteiras UTC e Constran e apontado como o líder do cartel de empresas ligado ao esquema de corrupção na Petrobras, o empresário revelou que o dinheiro serviria para manter seus contratos na estatal. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O atual governador de Alagoas é filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e recebeu R$ 1 milhão da UTC, uma das empresas de Pessoa. A empreiteira repassou o dinheiro para o diretório estadual do PMDB em duas parcelas, em agosto e setembro. Por meio de sua assessoria, Renan Filho disse à Folha que as doações recebidas por sua campanha em Alagoas foram feitas conforme a legislação.
Desde quarta-feira, Pessoa tem um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Ele se comprometeu a contar tudo o que sabe para diminuir sua pena.
Além de Renan Filho, os depoimentos de Pessoa apontam para outros políticos e para a presidente da República. O empreiteiro disse que suas doações à campanha de reeleição de Dilma Rousseff, num total de R$ 7,5 milhões, foram feitas para evitar prejuízos em seus negócios com a Petrobras. Pelo menos dez congressistas e outro governador também foram citados por Pessoa.
Além da UTC, colaboraram para a campanha de Renan Filho as construtoras OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa e Serveng Civilsan, todas investigadas na Operação Lava-Jato.

Bomba! Cheque de filho de senador foi encontrado com agiota Pacovan

 

Por Neto Ferreira 
Roberto Júnior ao lado do pai, senador Roberto Rocha.
O filho do senador Roberto Rocha e vereador de São Luís, Roberto Coelho Rocha Junior, ambos do (PSB), teve um cheque encontrado pela Polícia Civil e Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), no cofre do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, durante as Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”.
Obtido com exclusividades pelo Blog do Neto Ferreira, a lista de apreensão dos cartões de debito e talões mostra uma folha de cheque do vereador no valor de R$ 120 mil do Banco do Brasil.
A relação perigosa entre o filho do senador e o agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan, é alvo de sigilosa investigação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC).
Na lista contem pelo menos 42 nomes de políticos, empresários e empresas como – por exemplo -, construtoras renomadas do Maranhão que fazem obras privadas e, principalmente, públicas do Minha Casa Minha Vida, com verba do Governo Federal.
Nas próximas postagens o Blog vai revelar outros nomes de figuras importantes que comandam prefeituras. Aguardem!
Prisões de envolvidos
No último dia 4 de maio, crimes praticados pela agiotagem e empresas fantasmas levaram para cadeia o prefeitos de Bacuri, Richard Nixon dos Santos; de Marajá do Sena, Edvan Costa; o ex-prefeito de Zé Doca, Raimundo Nonato Sampaio, o Natim; e o ex-prefeito de Marajá do Sena, Perachi Farias; o contador da prefeitura de Marajá do Sena, José Epitácio Muniz, o Cafeteira e Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontado nas investigações como agiota.

15 de mai de 2015

'Lei Anderson Silva': Comissão aperta o cerco, e doping agora dá gancho de 3 anos no MMA

Divulgação/TV Globo
Doping de Anderson Silva desencadeou revolução nas regras do doping
Doping de Anderson Silva desencadeou revolução nas regras do doping
"Precisamos de penas mais duras".
Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC, pediu logo após o caso de doping de Anderson Silva ser divulgado. E, três meses depois, a Comissão Atlética de Nevada, a mais importante reguladora do esporte, atendeu. A partir de agora, o cerco está realmente fechado. E quem for pego trapaceando para melhorar o desempenho pegará um gancho de pelo menos três anos.
        
Uma reunião na Comissão Atlética nesta sexta redefiniu quase todas as regras de doping no mundo das lutas. A partir de agora, há ganchos e multas definidas para quem for pego nos exames. E reincidentes, claro, pagarão ainda mais caro por seus erros.
Esteroides anabolizantes (como a testosterona ou a androsterona e a drostanolona, encontradas no organismo de Anderson Silva) darão um gancho definido de 3 anos e ainda resultarão na perda de 50 a 70% da bolsa da luta. Se o mesmo lutador for pego por esteroides por uma segunda vez, tomará uma nova suspensão de quatro anos e perder de 75 a 100% da bolsa. Uma terceira reincidência significará o banimento do atleta.
Antes, não havia nenhuma definição do tempo de suspensão. Pelos julgamentos anteriores, o normal era que o lutador pego pela primeira vez tomasse um gancho que ia de nove a 18 meses.
As novas regras devem começar a valer a partir de setembro ou outubro, ainda não há um prazo certo. Como a Comissão de Nevada é a mais importante do mundo das lutas, a expectativa é de que todas as outras ao redor dos Estados Unidos e do mundo sigam as novas normas votadas nesta sexta-feira.
Anderson Silva ainda deve ser julgado com base na lei antiga - afinal de contas, foi pego em exame ainda antes da nova regulamentação. Mas, sem sombra de dúvida, ele foi quem desencadeou todas essas mudanças.
Outra troca importante na regra é quanto ao resultado da luta de quem foi pego no doping. Se o lutador dopado se saísse vencedor, o combate costumava ficar sem resultado. Agora, este atleta dopado será declarado perdedor da luta.
Há ainda uma mudança em todos os outros tipos de doping. Drogas recreativas passam a ser consideradas doping dentro e fora de competição - um ‘adendo Jon Jones' a regra, já que o ex-campeão dos meio-pesados foi pego pelo uso de cocaína antes de enfrentar Daniel Cormier, mas não foi punido porque, na época, drogas recreativas só eram consideradas doping no período de competição.
A nova lei também tem um tópico especial para Wanderlei Silva. Quem se recusar a realizar um exame antidoping, como o brasileiro fez no ano passado, agora será suspenso por quatro anos. Em caso de reincidência, será banido do esporte.
Veja abaixo como ficam as suspensões para quem for pego no doping:
Esteroides anabolizantes (testosterona, hormônios...)1ª vez - 3 anos de suspensão, perde 50-70% da bolsa
2ª vez - 4 anos de suspensão, perde 75-100% da bolsa
3ª vez - Banido, perde 100% da bolsa
Sedativos, Relaxantes Musculares, Soníferos, Ansiolíticos, Opiáceos e Maconha1ª vez - 18 meses de suspensão, perde 30-40% da bolsa
2ª vez - 2 anos de suspensão, perde 40-50% da bolsa
3ª vez - 3 anos de suspensão, perde 60-75% da bolsa
4ª vez - Banido, perde 100% da bolsa
Diuréticos para corte de peso1ª vez - 1 ano de suspensão, perde 30-40% da bolsa
2ª vez - 2 anos de suspensão, perde 40-50% da bolsa
3ª vez - Banido, perde 100% da bolsa
Estimulantes (anfetamina, cocaína...)1ª vez - 2 anos de suspensão, perde 35-45% da bolsa
2ª vez - 3 anos de suspensão, perde 50-60% da bolsa
3ª vez - Banido, perde 100% da bolsa
Recusar fazer teste, falsificar urina, drogas para mascarar1ª vez - 4 anos de suspensão, perde 60-75% da bolsa
2ª vez - Banido, perde 100% da bolsa