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10 de dez de 2015

MP diz que operação sobre racismo contra Maju é 'ponta de iceberg'

10/12/2015 16h50                 

Suspeitos foram levados até Promotoria, onde foram ouvidos nesta quinta.
Apresentadora da TV Globo foi alvo de ataques racistas na internet em julho.

Do G1 São Paulo 
O Ministério Público de São Paulo acredita que a operação em oito estados para apreender provas por crimes de racismo contra a jornalista Maria Julia Coutinho, a Maju, é "a ponta do iceberg" em relação a grupos em redes sociais que fazem ameaças contra negros. A Promotoria diz que a "situação é ainda mais grave". Nesta quinta-feira (10), os suspeitos foram levados até o MP de cada região, onde foram ouvidos.
O crime aconteceu em julho deste ano. A apresentadora foi alvo de ataques racistas nas redes sociais. À época, no Jornal Nacional, Maju falou sobre a importância de combater o preconceito e agradeceu os apoios que recebeu. “Eu falei isso: os preconceituosos passam e a Majuzinha passa”, afirmou. William Bonner acrescentou: “Somos todos Maju, né, Renata?”. A apresentadora Renata Vasconcellos completou: “Somos todos Maju. Hoje e sempre”.
 
Na manhã desta quinta-feira (10), um dos investigados pela participação dos ataques racistas que prestaram depoimento foi o auxiliar de produção Kaique Batista, de 21 anos. O MP, com o apoio da Polícia Militar, foram à cada dele, na Zona Norte de São Paulo, para buscá-lo e apreenderam também um computador.
Kaique disse que não publicou nada no seu perfil em uma rede social. “Não, meu grupo não. Agora, o grupo que publicou, eu sei quem foi. E eu vou falar”, disse o jovem. Questionado se iria entregar quem cometeu os crimes, disse: “Lógico. Não vou segurar o rojão de ninguém.” Durante o depoimento, com duração de quatro horas, ele apontou os grupos que escrevem mensagens racistas.
O promotor Christiano Jorge Santos confirmou que é possível o envolvimento de mais pessoas e que outros suspeitos foram identificados pelo MP. "Nós estamos detectando existência de grupos que não só fazem ataques virtuais, mas também se organizam para realização de atos de violência física, ataques a pessoas negras, ataques a homossexuais, e a membros de grupos rivais".
Mesmo prestando depoimento, Kaique Batista continua sendo investigado pela Promotoria sobre as ameaças racistas. Ele disse que, na internet, as pessoas se envolvem nesses crimes porque consideram a rede uma terra sem lei. Já o promotor discorda e explica que, identificados, os agressores deverão responder pelos crimes de injúria,  racismo e organização criminosa.
“Podemos pensar em penas que vão variar de dois a cinco anos no caso de racismo, de um a cinco anos no caso de injúria, um a três anos  no caso de organização criminosa. E as penas vão sendo somadas”, disse o promotor Christiano Santos.
Operação nacional
Os grupos investigados por ataques racistas na internet são grandes, de acordo com o Ministério Público. Só nessa fase, a Justiça determinou 25 mandados de busca e apreensão em oito estados: além de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Ceará e Amazonas.
Em Fortaleza foram apreendidos quatro celulares e um notebook. O suspeito foi convidado a prestar esclarecimentos, mas se recusou e agora vai ser notificado formalmente para conversar com os promotores. O perfil era falso e foi apagado.
“Logo em seguida a injúria que o caso veio à tona, o perfil foi desativado. Mas isso não impede, evidentemente, de se chegar, de se identificar a localização exata de onde saiu essa mensagem criminosa”, afirmou o promotor Manoel Epaminondas.
Um dos líderes dos ataques foi encontrado em sua casa, em Sorocaba, no interior de São Paulo. No celular dele os promotores encontraram outros grupos com mensagens racistas.
A polícia de Rio Verde, interior de Goiás, também cumpriu na manhã um mandado de busca e apreensão na casa de um adolescente de 16 anos. Como colaborou com as investigações e permitiu que os agentes acessassem o computador, o menor não chegou a ser apreendido.
De acordo com o delegado Adelson Vandeo, que acompanhou a operação, foram analisadas postagens feitas pelo adolescente no Facebook dele, que é privado, e ele negou que seja o autor de ofensas.
“Ele simplesmente disse que fazia parte de um grupo, que teria algumas pessoas que faziam trabalhos com áreas de tecnologia, supostamente hackers. Com isso, ele cedeu alguns dados pessoais dele e de familiares para que fosse formado um outro grupo, que foi o que acabou fazendo ofensas a algumas pessoas e instituições. Em seguida, esse grupo foi extinto”, explicou Vandeo.
Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)Maria Júlia Coutinho, a Maju, em participação no programa 'Altas Horas' (Foto: Globo/Reinaldo Marques)
 

30 de nov de 2015

Eleições de 2016 serão manuais, diz portaria da Justiça

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Agência Estado

Por falta de dinheiro, as eleições municipais de 2016 serão realizadas manualmente. É a primeira vez que isso acontecerá desde 2000, quando todo o eleitorado brasileiro começou a votar eletronicamente. A informação de que o contingenciamento impedirá eleições eletrônicas foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 30.

"O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico", diz o artigo 2.º da Portaria Conjunta 3, de sexta-feira, 27. O texto é assinado pelos presidentes dos Supremo Tribunal Federal (STF), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Superior Tribunal Militar (STM), Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) e respectivos conselhos.

A portaria afirma ainda que ficam indisponíveis para empenho e movimentação financeira um total de R$ 1,7 bilhão para STF (R$ 53,2 milhões), STJ (R$ 73,3 milhões), Justiça Federal (R$ 555 milhões), Justiça Militar da União (R$ 14,9 milhões), Justiça Eleitoral (R$ 428,9 milhões), Justiça do Trabalho (R$ 423 milhões), Justiça do Distrito Federal (R$ 63 milhões) e Conselho Nacional de Justiça (R$ 131 milhões).


As urnas eletrônicas foram usadas pela primeira vez em 1996. Mas somente nas eleições de 2000 todo o eleitorado votou eletronicamente.

Confira o teor da nota à imprensa divulgada pelo TSE

Contingenciamento comprometerá as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016

A Portaria Conjunta nº 3/2015, publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União e assinada pelos presidentes dos tribunais superiores, informa que o contingenciamento de recursos determinado pela União para cada área do Poder Judiciário, incluindo a Justiça Eleitoral, “inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico”. Na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo.

O total que não será repassado para a Justiça Eleitoral soma exatos R$ 428.739.416,00 o que prejudicará a aquisição e manutenção de equipamentos necessários para a execução do pleito do próximo ano. Esse bloqueio no orçamento,  compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O impacto maior reflete no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com  licitação já em curso e imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200.000.000,00.

A demora ou a não conclusão do procedimento licitatório causará dano irreversível e irreparável à Justiça Eleitoral. As urnas que estão sendo licitadas tem prazo certo e improrrogável para que estejam em produção nos cartórios eleitorais. Na espécie, não há dúvida que o interesse público envolvido há que prevalecer, ante a iminente ameaça de grave lesão à ordem, por comprometer as Eleições Eletrônicas Municipais de 2016.

A portaria dos tribunais superiores é assinada pelos presidentes do STF, ministro Ricardo Lewandowski, do TSE, ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Antonio José de Barros Levenhagen, do Superior Tribunal Militar (STM), William de Oliveira Barros, do  Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Getúlio de Moraes Oliveira, e pela vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz.

O presidente do TSE registra e agradece o apoio do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, e informa que, juntos, irão envidar todos os esforços no Congresso Nacional para que as verbas devidas sejam autorizadas, a fim de se garantir a normalidade das eleições do ano que vem.    

Nova etapa da Lava Jato pode banir PT, PMDB e PP da política brasileira

 Gabriel Henrique

A força-tarefa da Operação Lava Jato vai imputar também aos partidos a responsabilidade pelo bilionário esquema de cartel e corrupção na Petrobras a partir de 2016. Com pelo menos R$ 2,4 bilhões recuperados aos cofres públicos até aqui, resultado de mais de 30 acordos de delação premiada com os réus e três termos de leniência com empresas, o Ministério Público Federal traça as estratégias para buscar a condenação na Justiça Federal das legendas - e não apenas seus dirigentes.



As penas serão propostas em ações cíveis -- até agora só empresas foram acionadas fora da área criminal -- e poderão representar duro golpe à saúde financeira das agremiações. Além da devolução dos valores desviados da estatal -- ao todo, mais de R$ 20 bilhões, segundo os primeiros laudos -- no período de 10 anos, entre 2004 e 2014, e de multas, partidos podem ficar sujeitos a retenção de valores do Fundo Partidário e suspensão e cassação de registro da legenda.



"Vamos entrar com uma ação cível pública contra os partidos que participaram dos crimes, que aturaram para que os benefícios de recursos acontecessem e se beneficiaram dele", afirmou o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa. "Estamos caminhando na Lava Jato por etapas porque temos um mar de informações e evidências. É como se fossem frutos de uma árvore, nós colhemos quando eles ficam maduros. A ação dos partidos ainda está amadurecendo."



Dallagnol e outros oito procuradores da força-tarefa da Lava Jato assinam também as ações por improbidade administrativa propostas em fevereiro deste ano na Justiça Federal em Curitiba contra as empreiteiras acusadas de cartel e desvios de recursos da Petrobras. Foram as primeiras ações cíveis da Lava Jato que buscam imputar responsabilidades às pessoas jurídicas.



O avanço da Lava Jato contra os partidos atinge, em especial, PT, PMDB e PP, que, conforme as investigações criminais, controlavam um esquema de fatiamento de postos estratégicos da Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, através do controle de diretorias da estatal, empresários e políticos sistematizaram uma sofisticada estrutura de desvios em contratos, cobrança de propinas e lavagem de dinheiro que abasteceu cofres das legendas.

Escândalo, Assembleia de Deus está envolvida na lava Jato.

 


Muitos caíram de costa com a ultima notícia que a Igreja Assembleia de Deus recebeu propina na sujeirada do lava jato.
ASSDMuitos já estavam alertando que a maior parte da cúpula da assembleia de Deus está envolvida não só na política como também tem vínculos com a maçonaria e agora toda esta sujeirada envolvendo pastores e a própria igreja.
a cara da falimia barsil
acém carne
greeen333Para muita gente isto não é nenhuma novidade, estes pastores tem pegado as pérolas e rolado na lama com os porcos, política e religião é um casamento profano.
greeen333
Veja o Laudo onde aponta o repasse para a igreja de 125.000,00
laudocuuunaaadevilàeciooooo
assembleianos
Pelo jeito a água suja do lava jato começou a correr e não vai parar mais e nesta sujeirada a bancada evangélica está bastante envolvida com seus principais representantes.

28 de nov de 2015

Morre o poeta e escritor Nauro Machado, em São Luís

28/11/2015 09h12                 

 

O velório será neste sábado na Academia Maranhense de Letras.
Ele tinha 80 anos e estava internado desde terça-feira.

Do G1 MA 
Poeta Nauro Machado (Foto: Flora Dolores/O Estado)Poeta Nauro Machado (Foto: Flora Dolores/O Estado)
O poeta e escritor maranhense Nauro Machado morreu na madrugada deste sábado (28) em São Luís após realizar uma cirurgia no intestino. Ele tinha 80 anos e estava internado desde terça-feira (24) em um hospital da capital. O velório está marcado para este sábado na Academia Maranhense de Letras (AML), a partir das 10h30.

Nauro Machado era um dos mais importantes literários da história do Maranhão. Tinha 37 livros publicados, foi um poeta autodidata que retratou através da arte sua visão e sentimento do mundo. Sua obra também foi reconhecida pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

O ex-Presidente da República e membro da ABL, José Sarney, lamentou profundamente a perda de Nauro Machado. "O Maranhão perde um grande poeta. Nauro Machado talvez tenha sido a figura que mais produziu na poesia no Maranhão dos últimos tempos. Nenhum dos nossos poetas conseguiu fazer uma obra do tamanho e da profundidade de Nauro Machado. A sua vida era um poema e ele morre deixando uma obra insuperável que vai ficar na literatura maranhense e brasileira", disse.
Já o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, exaltou o talento do poeta. "Nauro é uma figura extraordinária, um poeta excepcional. Nauro, se tivesse saído do Maranhão, seria reconhecido nacionalmente, mesmo assim a crítica da literatura nacional também reconhece o seu trabalho. Ele escolheu ficar aqui e viver aqui ao lado do povo de São Luís. Ele sempre foi um poeta que o povo admirou e deixa um legado grande e que jamais será esquecido. Ele faz parte da constelação dos grandes poetas que o Maranhão produziu na Atenas Brasileira", afirmou.
No início de agosto, a Academia Maranhense de Letras fez uma homenagem aos 80 anos do poeta. Ele nunca quis ser um imortal da academia, recusando todos os convites que lhe foram feitos. No dia da homanagem, o presidente da AML, Benedito Buzar, disse que Nauro Machado só não era um imortal porque não queria. "Todas as vezes que se abre uma vaga aqui, Nauro é convidado. Mas, ele tem as razões pelas quais ele não quer entrar", disse.
Carnaval
Em 2002, o poeta Nauro Machado foi homenageado pela escola de samba Turma do Quinto. Com o enrredo "Nauritânia, a Poesia de Barbas Brancas", a escola venceu o carnaval de passarela de São Luís naquele ano. A letra do samba enfatizava frases e o estilo de vida do poeta (relembre a participação de Nauro Machado no carnaval no vídeo abaixo).
 Poesia
Uma das marcas do poeta Nauro Machado era retratar o cotidiano maranhense com simplicidade e liberdade poética. "A poesia do Nauro Machado se caracteriza pela liberdade.  Ele não se vinculou a nenhum estilo, a nenhuma escola literária. Ele tinha um domínio da técnica poética e podia se dar essa liberdade. Nauro foi um grande lírico, mas também um grande cronista", relembrou o ex-Presidente José Sarney.

No dia 12 de novembro de 2014, o poeta tinha lançado seu último livro “Esôfago Terminal”, inspirado na sua luta contra o câncer de esôfago que começou em 2012. Nauro Machado havia se curado da doença.  No lançamento do livro ele disse:“A doença é algo inominável, inconcebível, mas acontece com qualquer um. Então, nó nos perguntamos: ‘por que eu?’. E, logo, o universo replica: ‘e por que não você?’”.
Poema do Ofício
Ocupo o espaço que não é meu, mas do universo.
Espaço do tamanho do meu corpo aqui, enchendo inúteis quilos de um metro e setenta e dois centímetros, o humano de quebra.
Vozes me dizem: eh, tu aí! E me mandam bater serviços de excrementos em papéis caídos
numa máquina Remington, ou outra qualquer.
E me mandam pro inferno, se inferno houvesse pior que este inumano existir burocrático.
E depois há o escárnio da minha província.
E a minha vida para cima e para baixo, para baixo sem cima, ponte umbilical partida, raiz viva de morta inocência.
Estranhos uns aos outros, que faço eu aqui?
E depois ninguém sabe mesmo do espaço que ocupo, desnecessário espaço de pernas e de braços preenchendo o vazio que eu sou.
E o mundo, triste bronze de um sino rachado, o mundo restará o mesmo sem minha quota de angústia e sem minha parcela de nada.













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